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Resenha | Aqui é o meu lugar

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Finalmente consegui assistir ao filme… já tinha um bom tempo que queria muito ver esse filme, a principio pela própria metamorfose de Sean Penn.

Ta certo que nem é tanta coisa assim… apenas maquiagem, muita maquiagem.

O visual realmente causou grande impacto desde a primeira vez que vi o trailer… mas esse não é um filme fácil. Difere muito do trailer e se eu já não estivesse acostumado a assistir filmes com narrativas mais lentas, provavelmente teria desistido antes da primeira meia hora.

Ao acabar de ver o filme, fiquei tentando entender tudo o que tinha visto. Após chegar a minha conclusão fui buscar outras conclusões pela internet, como sempre gosto de fazer… e como sempre alguns odiaram e outros elogiaram. Essa é a maraviha de todos exercerem seu direito de opinião.

Sobre a sinopse, Sean Penn faz o papel de um ex-músico que vive recluso na Irlanda, que acaba por viajar aos EUA para visitar o pai que está muito doente. Logo ele assume a vingança do pai…

Basicamente é isso…

Mas não é apenas isso, ao meu ver tem muito mais coisas soltas… como o índio que pega carona com ele e não diz uma única palavra, apenas pede pra parar o carro em determinado momento e desce no meio do nada e segue aparentemente para lugar nenhum… seria essa uma pista de que as pessoas não tem o direito de dizer qual é o seu lugar no mundo, apenas você pode saber isso, e como a cena sugere, esse homem tenha percebido isso talvez já velho demais, mas não tão velho a ponto de  retornar ao seu lugar. this-must-be-the-place_01

Algo que achei bastante curioso é a cena do pistache gigante, quando é dito que naquela cidadezinha do Novo México existe o maior pistache do mundo, e que isso está até no Guinnes, a pergunta devolvida é, “e onde está o menor?”. Ao meu ver mostra bem como a ótica pela qual vemos as coisas diferem… enquanto muitos se importam com as coisas “grandes” da vida para outros as “menores” é que fazem a diferença.

Outras cenas curiosas como essa aparentemente desconexas (talvez?) é a garrafa gigante caída na estrada, o búfalo na janela, a sequência na casa com o ganso… todas cenas estranhas que aparentemente não dizem nada, mas estão ali… Pelo que li pela rede incomodou muita gente, gerou bastante mi-mi-mi… mas a mim não. Pra mim apenas deram um sabor um tanto diferente ao filme.

As sequências  com o garoto, quando Cheyenne toca violão e o garoto canta são um destaque, bem como as cenas de Cheyenne e sua esposa Jane (Frances McDormand) e o desfecho com o velho nazista são bastante tocantes.

This Must Be the Place

Curiosamente das resenhas que vi pela internet, ninguém as comentou, ao meu ver os expectadores optaram por reclamar da “fumaça negra” e deixar de observar “o lindo céu” que se estendia diante dos seus olhos.

Sobre Redbaron

  • Tainara H.

    Já me interessei por ter o Sean Penn e alguma relação com música e agora, lendo a resenha, realmente parece ser um filme bem legal, interessante. Vou colocar na minha lista de filmes que preciso ver, apesar de já estar cheia, dá pra abrir um espaço pra esse, afinal não é sempre que vemos Sean Penn nesse tipo de filme e com esse visual, né? Adorei a resenha. =D