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Resenha | Eu Quero Ser um Criativo (de preferencia um General)

A Guerra dos Criativos – Um mundo sustentado por seres divinos conhecidos como Lordes está sendo almejado por uma força sombria e voraz, que dias após dia ameaça a harmonia do mundo, e Alec Silva de repente se vê no meio de batalhas nas quais o poder de criar confronta o de destruir, uma guerra em que Criativos, Juízes, Anjos, Lordes e criaturas oriundas dos sonhos e pesadelos se enfrentam em escalas nunca antes imaginadas.

O primeiro romance de autobiografia fantástica do autor de Zarak, o Monstrinho (Multifoco) narra a saga do escritor em meio a um mundo sustentado pelas imaginações dos míticos Lordes, considerados deuses por muitos, enquanto uma força destruidora corrompe e almeja o poder supremo. Ajudado por Zarak e outros participantes da Guerra, Alec conhece mais sobre si e sobre um universo de ideias e sonhos, onde o equilíbrio pode ser abalado ao menor agito.

Com participações especiais de personagens de algumas obras de amigos escritores, como Phyreon (da Trilogia Legend of Raython, de Kamila Zöldyek), e dos próprios amigos, como Alfer Medeiros, Eric Musashi, Paul Law e Celly Monteiro, é uma história cheia de fantasia, aventura e drama, na qual o limite entre sonho e realidade pode ser abalado por uma simples ideia.

O convite irrecusável foi feito. Agora, resta a cada um aceitá-lo e participar do jogo, A Guerra dos Criativos mais mortal que já aconteceu no universo.

Resenha

Comecei a ler o livro por indicação de um amigo, depois larguei por um tempo e só fui retomar a leitura quando encontrei o autor por acaso num desses grupos na internet. A Guerra dos Criativos é algo totalmente diferente de tudo que eu já havia lido.

“— Sir Alex Silva Dias, a ti foi enviado

Um convite formal e permanente

Para participar ativamente

Da Guerra dos Criativos,

Sendo a ti de antemão negado

O direito a responder de modo negativo — tornou a recitar, ou a falar como recitasse, o estranho Arauto”

Alec recebe um pergaminho de um arauto, que o convida a participar da Guerra Dos Criativos, de maneira formal e irrecusável. Nesse pequeno trecho já começou a coçar uma pulga das mais bravas atrás da minha orelha, pois ao que parecia era uma autobiografia, coisa que geralmente enrolo para ler, em parte eu não estava enganado. Confesso que essa forma de iniciar a história foi simples demais para o meu gosto, mas depois de ler o livro entendi os motivos do porque isso deveria acontecer assim.

A mitologia criada para a obra é fascinante, o autor mescla desabafos cotidianos com suas incursões a um mundo mágico onde existe tudo o que se pode imaginar, literalmente. No mundo de sonhos, onde se passa a maior parte do livro, se reúnem as mentes mais criativas da humanidade (e mais além) e essas pessoas conseguem dar forma a qualquer coisa que quiserem, bastando para isso um pensamento.

Embora seja um conceito muito frágil, ele foi definido de forma a parecer sustentável, ocorriam batalhas entre criadores e criaturas onde havia um equilíbrio sadio que condizia com a ideia da obra. Gostei da forma como o autor elaborou as regras que possibilitariam as pessoas serem livres para criar o que quisessem e ao mesmo tempo se inibirem de tentar alcançar a divindade naquele plano. Ao menos a maioria, e é aí que começa a ação de verdade.

A partir desse ponto os únicos momentos em que a ação não está presente são nos relatos depressivos e espaçados dos momentos em que o autor/personagem está acordado, mas que são os pontos chave para você entender os fatores psicológicos que o levam a tomar algumas decisões erradas ao longo da trama.

O equilíbrio foi desfeito com a volta de um inimigo poderoso, um dos criativos que quis de fato se tornar igual aos Lordes (espécie de deuses desse mundo), que espalhava uma contaminação que desequilibrava as batalhas, algo que deturpava suas ideias, deixando-as susceptíveis a cometerem excessos e como consequência espalhar a destruição.

Eu prendi o fôlego e continuei a ler, cada reviravolta me fazia querer esmurrar a cara do autor, outras apenas dar uns tapinhas nas costas e dizer algo como “Eu sei, tá difícil mesmo brow”. E aqui você pode ver a fragilidade desse mundo, onde se uma pessoa começa a tentar destruir as ideias da outra ele destrói também o pedaço do mundo que se sustentava em cima dessas ideias.

É um livro revoltante, quase impossível de parar de ler, e depois odiar o autor, em contrapartida com um sentimento glutão de quem quer mais. É em suma um dos melhores livros que já li.

Como é edição do autor, não escapou de alguns erros de revisão aqui e acolá, tornando uma ou duas frases quase incompreensíveis. Afora esse pequeno detalhe é altamente recomendado para quem está cansado dos livros “mais do mesmo” e que não sofra de problemas cardíacos.

 

Onde comprar?

 

A Guerra dos Criativos - Um mundo sustentado por seres divinos conhecidos como Lordes está sendo almejado por uma força sombria e voraz, que dias após dia ameaça a harmonia do mundo, e Alec Silva de repente se vê no meio de batalhas nas quais o poder de criar confronta o de destruir, uma guerra em que Criativos, Juízes, Anjos, Lordes e criaturas oriundas dos sonhos e pesadelos se enfrentam em escalas nunca antes imaginadas. O primeiro romance de autobiografia fantástica do autor de Zarak, o Monstrinho (Multifoco) narra a saga do escritor em meio a um mundo sustentado pelas…

A Guerra dos Criativos

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Excelente!

A Guerra dos Criativos - Um mundo sustentado por seres divinos conhecidos como Lordes está sendo almejado por uma força sombria e voraz, que dias após dia ameaça a harmonia do mundo, e Alec Silva de repente se vê no meio de batalhas nas quais o poder de criar confronta o de destruir, uma guerra em que Criativos, Juízes, Anjos, Lordes e criaturas oriundas dos sonhos e pesadelos se enfrentam em escalas nunca antes imaginadas.

Sobre Baltazar de Andrade

Baltazar de Andrade nasceu com outro nome, mas acha Baltazar muito mais bonito. Criado nas imediações de Curitiba, cresceu rodeado pela coleção de livros do pai. Metamorfose - O Inimigo Nas Sombras é seu primeiro livro. Atualmente vive com a esposa e a filha, além de sua própria coleção de livros de estimação e uma gata muito manhosa. Paralelamente a série "Rastro Psíquico" está escrevendo o livro O Vidente de Aparelho Quebrado. Amante inveterado da literatura nacional e criador relapso de idéias fugitivas.

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  • Clarice

    Gostei muito da resenha, e realmente parece ser um um livro que gruda mesmo, tipo quase impossível de parar de ler, espero ler um dia, …*__*

  • Julielton Souza

    Sempre mantenho um pé atrás com livros revisados e editados por seus próprios escritores, pois, é evidente que ali vai apenas o que ele deseja, não há uma correção, um fluxo de pensamento concebível e administrado por outro e sim apenas a visão dele daquilo que julga certo. Porém, já me deparei com muitas dessas obras próprias cujo o talento do autor vai além da narrativa, e causa sim todos esses sentimentos que você descreveu.

    Gostei da ideia do livro abordar um mundo mágico, mas ao mesmo tempo igual ao nosso, adoro as analogias feitas e, é impossível não gostar de uma obra tão criativa.

    Julielton Souza – http://dialeticaproposital.blogspot.com.br/

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