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Resenha | 1222, de Anne Holt

ÍndiceO livro começa com o acidente do trem de Hanna, que viaja para mais alguns exames. Ela é uma ex-policial que, após levar um tiro na coluna durante a caçada a um fugitivo, fica com as pernas imobilizadas. O acidente com o trem ocorre a 1222 metros de altitude, na montanha Finsenut. Devido a uma nevasca que há décadas não acontecia, os 269 sobreviventes ficam presos em um hotel até que possam ser resgatados.

Hanna me impressionou já nas primeiras páginas pelo seu mal humor e capacidade de ser absurdamente antissocial mesmo diante da situação complicada em que se encontram. Fiquei me perguntando se ela sempre foi assim, ou se a raiva do mundo surgiu após seu acidente incapacitante.

“- Finalmente está cedendo? Realmente quer ajudar?
Eu não queria ajudar nada. A única coisa que eu queria era que me levassem daquela montanha, para longe de todas aquelas pessoas e da tempestade e a maldita neve, que conforme o tempo passava, tornava mais difícil a visão lá fora. Tentar ver alguma coisa em todo esse caos onde não havia nada para focar fazia com que eu me sentisse enjoada e tonta.

Página 42 

Os sobreviventes do acidente são apresentados de forma rápida e sem excesso de informações, o que deixa a narrativa fluída, porém me deixou um pouco confusa com os personagens em alguns momentos, tanto que tive de reler algumas passagens. A descrição do local também não é detalhista. Mas este aspecto não foi um problema, visto que Hanna mudava muito pouco de cenário – o livro é narrado em primeira pessoa – portanto, de tanto ver acontecimentos no mesmo ambiente, o mesmo foi se tornando familiar.

Logo na capa da minha edição existe uma referência à Agatha Christie, e de fato a narrativa lembra suas estórias. Fatos acontecem, detalhes são mencionados, pessoas em atitudes suspeitas são apresentadas mas só percebemos o que estes detalhes representam no final do livro. Hanna vai montando o quebra-cabeças com os fatos que presencia. Por sua experiência, tem uma percepção mais aguçada que os demais envolvidos no acidente, e com isso consegue identificar detalhes que ajudam a desvendar o mistério dos assassinatos que começam a acontecer. Mas somente ela conhece os detalhes e não nos conta nada até o final.

Além do caso dos assassinatos que dá o tom de toda a trama, existe o fato de um vagão extra que o trem levava. Seus passageiros foram resgatados antes de todos os demais, e o mistério em torno deles intriga não só os sobreviventes quanto o leitor. Várias teorias eram comentadas entre eles e confesso que gerei a minha própria. Todos nós estávamos errados.

A capa é muito bacana, páginas amareladas e diagramação bem feita. Não encontrei erros de grafia. Não é um livro excepcional mas é bom e eu recomendo. 🙂

O livro começa com o acidente do trem de Hanna, que viaja para mais alguns exames. Ela é uma ex-policial que, após levar um tiro na coluna durante a caçada a um fugitivo, fica com as pernas imobilizadas. O acidente com o trem ocorre a 1222 metros de altitude, na montanha Finsenut. Devido a uma nevasca que há décadas não acontecia, os 269 sobreviventes ficam presos em um hotel até que possam ser resgatados. Hanna me impressionou já nas primeiras páginas pelo seu mal humor e capacidade de ser absurdamente antissocial mesmo diante da situação complicada em que se encontram.…

1222

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Muito bom!

Além do caso dos assassinatos que dá o tom de toda a trama, existe o fato de um vagão extra que o trem levava. Seus passageiros foram resgatados antes de todos os demais, e o mistério em torno deles intriga não só os sobreviventes quanto o leitor. Várias teorias eram comentadas entre eles e confesso que gerei a minha própria. Todos nós estávamos errados.

Sobre Nadja Moreno

Blogueira amante de livros. Sempre em busca do mais e melhor, em tudo.

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  • Manu Hitz

    Nossa, imagino a tensão nessa leitura… adorei!
    Muito boa a referência à dama dos policiais Agatha Christie, que gosta do gênero tem que passar por ela! Fico com receio de ir numa linha de raciocínio e depois a autora apresentar fatos não mostrados antes, como bem fazia Agatha, enganando qualquer pseudo-investigador-leitor, rsrs. Acho bom quando a autora me surpreende, sim, mas que me dê elementos para caminhar ao seu lado na investigação! Quero ler!

    • Oi Manu, obrigada pela visita!

      Realmente é uma leitura legal, mesmo com Hanna me irritando tanto. haha

      Beijos. Volte sempre!

  • Claudete Konrath

    Oi Nadja,
    Acabei de ler o livro 1222 e confesso que fiquei um pouco frustrada. Vou explicar: no inicio a narrativa é arrastada, mas achei a trama dos assassinatos bem bolada e surpreendente. Mas, não entendi muito bem a qual terrorista ela se refere no final do livro. Ou ela deixa essa opção em aberto para que o leitor tire suas conclusões?

    • Nadja Moreno

      Oi Claudete!!!! Eu reconheci o terrorista, e depois fui confirmar na internet e as fotos dele retratam claramente quem é… o lance da barba preta e branca…. para não falar o nome aqui e atrapalhar a surpresa, faça o seguinte: pesquise no google a palavra terrorista em fotos. Tenho certeza que você vai reconhecer algumas fotos lá. hahahahaha

      Beijos, e obrigada pelo comentário!

  • Thayane Dos Santos

    Oi, eu terminei o livro só que não entendi o final, na parte que ele vê alguém subindo no helicóptero, você poderia me ajudar a entender?