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Resenha | A Rainha das Trevas, de Anne Bishop

Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído. Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer.

Resenha

A Rainha das Trevas é o terceiro volume da Trilogia das Joias Negras. Foram dois anos de expectativa até que a saga de Jaenelle, Daemon Sadi, Saeton e Lucivar chegasse ao fim. Nesta finalização Bishop apresenta ao leitor mais detalhamentos acerca dos ‘porquês’ de determinadas atitudes e ações, e numa guerra entre Terreille e Kaeleer. Tendo por base todo o poder incomum em que se embasou a trilogia, já era de se esperar que não seria uma guerra comum. Muito longe disso.

Durante pouco mais de dois terços do livro a história caminha de forma um tanto lenta e sem grandes acontecimentos. Porém o final justificou toda a leitura e gostei muito do que encontrei. Inclusive, pareceu-me que toda a obra, todas as cerca de 1300 páginas da trilogia, existiram unica e exclusivamente para montar a teia que embasaria o final. Ali encontramos poder, coragem, a persuasão que sempre foi um dos poderes extraordinários nesta história, o amor e a lealdade. Tudo isso em doses fortes e pesadas.

Em se tratando de peso e força da narrativa, é importante salientar que certas cenas são inquietantes. Mais inquietantes do que as mais fortes cenas da história até então. Porém a capacidade da autora em tornar tudo coerente com a realidade do universo das Joias Negras é tão grande que ali, e somente ali naquelas páginas estas cenas não causam asco. A inserção no contexto é tão grande que o leitor absorve como se simplesmente não pudesse mesmo ser diferente disso. Aliás, esta é a característica mais marcante na escrita da autora. Ela fala aqui de temas polêmicos sem causar arrepios. É uma excelente profissional da narrativa! Nem mesmo os atos mais violentos do sádico (e sim, ele está de volta aqui) podem ser considerados asquerosos… Na verdade, transmitem uma virilidade e sensualidade assustadora.

Há uma diferença marcante entre este e os dois livros iniciais. Naqueles, a história é mais intrincada, em alguns pontos é mais difícil de entender a sequência e as consequências… Algumas cenas soam como que um complexo jogo, exigindo do leitor até a releitura de algumas páginas para absorver tudo o que ela contêm. Neste há uma cadência mais clara e mais direta, como se a autora tivesse por objetivo esclarecer qualquer dúvida que tenha ficado lá atrás. Embora alguns pequenos detalhes tenham ainda ficado “no ar”, para mim os pontos preponderantes, que formam o cerne da história foram explicados.

Para o que faltou, podemos esperar que possivelmente explicações estejam presentes nos seis outros livros que compõem a trilogia das Joias Negras, ainda não publicados no Brasil. Esta é uma tendência, e já era de se esperar mesmo que a trilogia tivesse um spin-off (sinceramente eu só não esperava que ele teria o dobro de publicações que a história principal).

Em suma, a trilogia vale muito à pena. Se você foge dos clichês, esta trilogia é para você. Se você gosta de temas instigantes e que inquietam, esta trilogia precisa estar na sua estante. Leia e viaje nestas páginas e, assim como eu, fique com aquela sensação de quero mais… Pelo menos até os outros seis volumes não cheguem aqui, nas terras tupiniquins. 😉

Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído. Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer.…

A Rainha das Trevas

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Excelente!

A trilogia vale muito à pena. Se você foge dos clichês, esta trilogia é para você. Se você gosta de temas instigantes e que inquietam, esta trilogia precisa estar na sua estante. Leia e viaje nestas páginas e, assim como eu, fique com aquela sensação de quero mais... Pelo menos até os outros seis volumes não cheguem aqui, nas terras tupiniquins.

Sobre Nadja Moreno

Blogueira amante de livros. Sempre em busca do mais e melhor, em tudo.

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