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Resenha | Alice e as armadilhas do outro lado do espelho, de Mainak Dhar

Você está pronto para as armadilhas do outro lado?

Mais de dois anos se passaram desde que Alice seguiu um Mordedor com orelhas de coelho e entrou em um buraco, o que deu início a uma série de acontecimentos que mudaram a vida dela e a de todos que moram no País das Armadilhas. A Guarda Vermelha resolvera conceder trégua; Alice havia reinstaurado a paz entre humanos e Mordedores e, sob a liderança dela, os humanos tinham conseguido fundar a primeira comunidade real e verdadeiramente organizada desde a Insurreição — uma cidade chamada País das Maravilhas.

Entretanto, o aparente estado de paz é rompido depois de diversos ataques dos Mordedores e Alice se vê rejeitada pelas mesmas pessoas por cuja liberdade ela lutou. Agora precisa voltar ao País das Armadilhas para desvendar essa nova conspiração que ameaça o País das Maravilhas. E fazer isso significa ficar frente a frente com sua maior e mortal adversária — a Rainha Vermelha.

Resenha

No primeiro volume, Alice no País das Armadilhas, vimos uma distopia, que é uma referencia à Alice do Lewis Carroll. Nesta obra, o autor Mainak Dhar conta a história de Alice, uma garota de 15 anos que nasceu em um período chamado Insurreição, onde boa parte da população mundial tinha se transformado em Mordedores, que é o nome dado aos nossos já conhecidos zumbis. Nesta continuação temos o recém fundado País das Armadilhas, na qual reina uma relativa paz entre humanos e Mordedores. Estando a Guarda Vermelha distante, os moradores passam a viver uma vida relativamente comum…

Pode ser maravilhoso viver numa sociedade em paz, mas apenas se o povo nunca se esquecer como se faz uma guerra, caso ainda tenha de lutar.

Desta vez ficamos conhecendo um pouco do aconteceu no resto do mundo… bom, pelo menos em um país, na verdade ficamos sabemos como os EUA estão enfrentando essa nova realidade pós apocalíptica. A Alice acaba por ter contato com o mundo fora do País das Armadilhas e fica sabendo como eles a vêem por lá.

Nesta continuação, ainda vemos alguns temas bem atuais, como a luta pelo poder, o domínio pela mídia, e o regime ditatorial. O que nos ajuda a refletir sobre o que realmente seria “civilização”. No volume anterior vimos a Rainha tentando mostrar que os mordedores não são esses grandes vilões que imaginamos, e que são tão vítimas quanto a maioria dos humanos que restaram. Já neste, a Alice sendo a nova Rainha, tenta do início ao fim mostrar o quão “humanos” eles são.

Com relação ao projeto gráfico, continuo com a mesma impressão do volume anterior, a capa é sinistramente linda, cheia de silhuetas de criaturas sombrias e até mesmo arabescos demoníacos, que não sei bem como interpretar, mas talvez tenha algo de metafórico com relação ao medo e a demonização do desconhecido. A diagramação é bem simples, o início dos capítulos são ilustrados com pequenos ornamentos e tipografia estilizada. Com relação a revisão, percebi alguns erros, mas não me atrapalhou a leitura.

Alguns detalhes no enredo me incomodaram um pouco, e também acho que um terceiro volume é totalmente desnecessário, pois a história já fechou bem, mas mesmo assim ainda é um livro que recomento bastante, por ser uma distopia que nos faz refletir bem sobre nosso papel neste mundo.

(…) um livro é capaz de captar o melhor que as pessoas podem ser. Um livro nos mostra o que é possível quando deixamos nossos instintos primitivos de lado. É a habilidade de criar algo que vai durar além da nossa existência e levará nossas ideias para a próxima geração.

 

Você está pronto para as armadilhas do outro lado? Mais de dois anos se passaram desde que Alice seguiu um Mordedor com orelhas de coelho e entrou em um buraco, o que deu início a uma série de acontecimentos que mudaram a vida dela e a de todos que moram no País das Armadilhas. A Guarda Vermelha resolvera conceder trégua; Alice havia reinstaurado a paz entre humanos e Mordedores e, sob a liderança dela, os humanos tinham conseguido fundar a primeira comunidade real e verdadeiramente organizada desde a Insurreição — uma cidade chamada País das Maravilhas. Entretanto, o aparente estado…

Alice e as armadilhas do outro lado do espelho

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Muito Bom!

Alguns detalhes no enredo me incomodaram um pouco, e também acho que um terceiro volume é totalmente desnecessário, pois a história já fechou bem, mas mesmo assim ainda é um livro que recomento bastante, por ser uma distopia que nos faz refletir bem sobre nosso papel neste mundo.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de tv. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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