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Resenha | Arcanista, de Joe de Lima

Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde.
Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.
Com uma narrativa cinematográfica, Arcanista é mais que uma história de superação e sobrevivência. É a história de pessoas que tentam encontrar seu lugar em uma sociedade com um complexo cenário político e um colossal abismo social que separa a elite e a classe menos favorecida.

Resenha

Arcanista, primeiro livro da Trilogia Vera Cruz, é uma distopia nacional onde a sociedade foi totalmente reformulada depois de uma grande guerra. Nela acompanhamos a história de Marcel Seeder, um jovem que está prestes a prestar um exame para se tornar um Arcanista, que nada mais é do que um soldado com habilidades especiais, que pertence a uma força militar chamada Arcanum.

No auge da Guerra Absoluta, bombas nucleares pipocavam por toda parte, varrendo metrópoles do mapa e espalhando quantidades elevadas de radiação na atmosfera. Em pouco tempo, as nuvens radiativas tornaram-se comuns e mesmo aqueles fora da zona de conflito sofreram com seus efeitos.

É um livro muito interessante, nele pude notar que o autor  segue (mais ou menos) a famosa Jornada do Herói, tão presente em vários livros e filmes de sucesso, como O Senhor dos Anéis, o Hobbit, Harry Potter, Matrix, etc. Para quem não conhece, a jornada do herói é um paradigma literário identificado por Joseph Campbell em diversas narrativas, e ela vem auxiliando muitos escritores na construção de tramas emocionantes, envolventes e verossímeis. No caso do Arcanista, vemos o nosso herói (Marcel) em seu mundo comum, quando de repente sua rotina é quebrada e ele é chamado para a aventura, a princípio não se sente pronto para isso, mas no caminho acaba encontrando algo que o faz aceitar seu “destino” e lutar por ele a partir daí, após várias outras etapas ele acaba por voltar ao seu mundo transformado – já não sendo mais o mesmo do início da jornada. É uma estrutura espetacular de enredo, gosto muito de ler obras que seguem essa estrutura, não que o Joe tenha tido consciência ou seguido exatamente os doze passos de Campbell na sua obra, talvez não tenha acontecido isso, é algo inato ao bom escritor de aventura e fantasia. Se você segue esses passos, eles te dão apenas um “norte”, uma orientação para criar algo emocionante e envolvente, sendo o conteúdo totalmente por sua conta. E ele conseguiu criar essa aventura, é um livro que realmente nos envolve e nos leva para dentro da trama.

Além da boa narrativa, o livro possui alguns aspectos positivos que também merecem destaque, como o nome dessa nova terra futurista, que ele chama de Vera Cruz. Acredito que esse país é o nosso Brasil, o nome Vera Cruz nos remete ao início de nossa história. Outro ponto são os temas expostos no decorrer do livro: A ecologia e a segregação social. Estes são temas bem presentes em nossa sociedade atual, e o deve ser também no futuro. E por último, a organização hierárquica do Arcanum, ele dividiu os esquadrões de Arcanistas como peças de um jogo de xadrez: com Peões, Torres, Bispos, Cavalos, Rainhas e Reis. Sendo que nenhum dos cargos é exclusividade de homens ou mulheres. Ficando isso bem claro no decorrer da trama, quando ele nos apresenta em mais de um momento um Queen e uma King.

Marcel lembrou que os kings eram oficiais de comando e cabia aos queens o papel de oficiais de campo. Em bases avançadas, o king apenas fazia visitas administrativas regulares e trocava e-mails com o queen acerca das decisões a serem tomadas.

Com relação a capa, ela é simples e direta, como a maioria dos livros independentes. Já com relação a revisão, encontrei alguns erros de concordância e até esquecimento de palavras, mas é algo compreensível por ser um trabalho independente, e não atrapalha em nada na leitura.

O Arcanista é uma distopia repleta de ação, que nos transporta para um mundo cheio de tecnologia, eco-terrorismo, magia e uma pitada de romance adolescente. Em suma, é um livro muito bom que vale a pena ser lido pelos amantes de uma boa ação distópica.

Nunca me esqueço de quem conhece os meus segredos.

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Book trailer

 

Marcel Seeder é um tímido rapaz de 16 anos que vive em Vera Cruz, uma nação dividida pelo jogo de poder entre o governo, o exército independente chamado Arcanum e a sombra do grupo ecoterrorista Voz Verde. Marcel se preparou desde a infância para uma carreira militar como arcanista, seguindo os passos de seu pai. Entretanto, a visita oficial do Regente-Geral e de sua família à Arcanum irá deflagrar um terrível incidente. Para enfrentar a conspiração que busca assassinar Camilla Noble, a filha mais velha do Regente, Marcel precisará superar suas limitações e dominar a gema incrustada em sua mão.…

Arcanista

Capa & Diagramação
Narrativa & Diálogos
Enredo
Personagens
Revisão

Muito bom!

O Arcanista é uma distopia repleta de ação, que nos transporta para um mundo cheio de tecnologia, eco-terrorismo, magia e uma pitada de romance adolescente. Em suma, é um livro muito bom que vale a pena ser lido pelos amantes de uma boa ação distópica.

Sobre Cleson Cruz

Sou potiguar com muito orgulho, pai e marido. Engenheiro Eletricista e Designer Gráfico de formação. Gosto muito de música e cinema. Sou viciado em séries de tv. E leio muito quadrinhos e livros desde a minha tenra infância.

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