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Resenha | As Duas Faces do Destino, de Landulfo Almeida

Em uma palavra: Intenso.

As Duas Faces do Destino conta a trajetória de Bruno, Adrianna, Kerligan e vários outros não menos importantes. Mistura poder, transações milionárias, estratégia de negócios, amizade, amor, intrigas, tecnologia e ficção científica. Falando assim até parece que as coisas não combinam e que há um emaranhado de informações. Mas isso não é verdade.

Este é um livro cheio e complexo. Mas ao mesmo tempo é ágil e coerente. Landulfo consegue tratar de uma série de temas que se complementam para dar todo o plano de fundo para o cerne da estória que é o tema ficção científica. Landulfo trata e se aprofunda bastante na vertente empresarial e financeira das bolsas de valores, me lembrando alguns filmes de ação que é embalado por muito dinheiro e poder. Particularmente gosto muito de ação então me encantei pela estória, embora ache que ele tenha usado muitas páginas para apresentar este contexto, deixando, às vezes, a ficção científica de lado.

As Duas Faces do Destino trata do fim do mundo, ou pelo menos das mudanças drásticas que podem ocorrer com nosso planeta – e que sabemos que, mais cedo ou mais tarde várias transformações realmente ocorrerão – de uma forma inovadora que inteligente. Gostei muito desta perspectiva, ainda que seja algo extremamente controverso. Quem já ouviu falar por aí sobre o “Paradoxo do Avô”, saiba que, além de Mecânica Quântica e Teoria das Cordas, o livro trata também do Paradoxo do Avô… Gosta do gênero? O livro é um prato cheio! Não posso contar muito mais do que isso, senão gero spoilers.

Na minha opinião o livro poderia ser dividido em 2 partes. O fato de ter tantos aspectos envolvidos e devido à sua densidade, creio que ele pode se tornar um pouco cansativo para alguns com suas quase 500 páginas. Mas volto a dizer que eu não achei, visto que gosto do gênero. Na verdade, li-o muito rapidamente.

Encontrei alguns erros de pontuação e gramaticais, uma falha na citação de um nome. Também os capítulos começam no meio da página, separado do anterior somente por um breve espaço e o título do capítulo sem muito destaque. Esta diagramação diminui um pouco de páginas, mas dá a sensação de que tudo é um capítulo só. Não gostei muito disso.

Bom, para encerrar não poderia deixar de salientar sobre a reflexão que, direta ou indiretamente, o livro nos apresenta. Isso é fato toda vez que se trata de mudanças drásticas no mundo, mas Landulfo me fez ficar um pouco pensando sobre isso. Como ficaremos após as mudanças? Melhores? Piores? Os mesmos? Não… os mesmos eu duvido muito que ficaremos… 😉

 

Sobre Nadja Moreno

Blogueira amante de livros. Sempre em busca do mais e melhor, em tudo.

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