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Resenha | Cidades de Papel, de John Green

CidadesDePapelTítulo: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Instrínseca
 

Sinopse

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Resenha

Mais uma vez John Green surpreende.

Cidades de Papel, conta a história de Quentin Jacobsen, mais conhecido como Q. Ele é um nerd apaixonado pela menina mais popular e ainda sua vizinha desde criança Margo Roth Spiegelman.

Até ai nada demais. Um romance americano super comum.

Q. estava acostumado com sua vida normal junto com seus amigos Ben e Radar, também nerds e assim como Q., viciados em um jogo de vídeo-game chamado Ressurection. Mas o inesperado acontece. Margo aparece em sua janela no meio da noite o convidando para uma aventura noturna. E ai a história começa.

Margo Roth Spiegelman, como Quentin a gosta de chamar, o faz viver a melhor noite de sua vida, mas e como será depois que acabar essa noite? E acabou. Margo some inesperadamente e a vida de Q. muda completamente, pois ele tem certeza que Margo Roth Spiegelman fugiu e quer que ele a encontre.

O nome de Margo Roth Spiegelman é repetido centenas de vezes no livro, ao ponto de praticamente não ter uma única página sem que ele apareça, então corre risco do nome dela está aqui centena de vezes também. Mas outra coisa que chamou a atenção foi a vida de Quentin mudar totalmente depois que ela fugiu. Ele começou a viver em função dela.

E talvez riquezas incontáveis estivessem à espera de quem a encontrasse.

Até então, estava achando o livro bem comum, um nerd que vive em função da sua paixão-e-menina-mais-popular-e-mais-bonita-do-colégio, mas Margo era mais que isso. Margo era o próprio Quentin, Margo é todo mundo cansado de levar sua vida normal. Todas as pessoas que queriam mostrar que podem sim ser outra pessoa e que não está “condenada” a viver como todo mundo quer.

Margo Roth Spiegelman nos ensina muitas coisas. Mas Quentin nos ensina a correr atrás de nossos sonhos. Ensina-nos que mesmo sem quase nenhuma chance, ainda há esperança.

O para sempre é composto de agoras

John Green é único. Não há como não nos lembrar dele em A Culpa é das Estrelas – aliás, no primeiro “Ok” que vi em Cidades de Papel, fiz: Owwwnnn! -, mas esse livro nos traz uma lição diferente, porém com algumas semelhanças. Ele fala de pessoas, que muitas vezes querem libertar-se dos paradigmas criados pela sociedade, que uma patricinha terá que morrer patricinha, isso depois de ensinar sua filha a ser como ela para ter o mesmo futuro. Cidades de papel fala sobre nós, em algum ponto da nossa vida, que decidimos o que iremos fazer da nossa vida.

“Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade, para arrumar um bom emprego, para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade, para que eles consigam arrumar um bom emprego, para comprar uma casa legal, para mandar os filhos para a faculdade”

Assim como em A culpa é das estrelas, Cidades de Papel é repleto de metáforas e acho que isso é o que o faz tão especial. Este livro é lindo. Único. Porém, se você se prender apenas à história inicial dele, não irá conseguir chegar à grandiosidade da história que há por trás dele.

Sobre Alyne Ramos

Olá, sou Alyne Ramos. Tenho 20 anos e estudo Jornalismo. Sou estagiária de uma empresa de criação e comunicação. Sou apaixonada por livros! Por todos, mas principalmente por romances.

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  • samuelsamw

    Parabéns pela resenha! Eu gostei muito desse livro, com certeza Green nos surpreendeu mais um vez. Mas, diferente de você, eu não achei muitas coisas em comum entre Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas, talvez por A Culpa ser um livro mais doce e cheio de romance, já Cidades de Papel é bem intenso e com mais aventura. Ah, e eu não acredite que Margo tenha roubado a cena toda. Eu não preocupei com a busca frenética de Quentin por ela, acho que isso foi, genial. Ah, John Green é tudo de bom. Depois de ler esse + A culpa + O teorema, me tornei um fã do autor. Quero conhecer outras de suas obras. Seus livros sempre nos levam à viagens sem igual. Grande abraço!
    http://blogliterariopalavrasaovento.blogspot.com….