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Resenha | Mago – As Trevas de Sethanon, de Raymond E. Feist

Magdownloado: As Trevas de Sethanon – [O formidável e último volume de “A Saga do Mago”, clássica tetralogia de fantasia de Raymond E. Feist, iniciada com Mago Aprendiz. Arte da capa e ilustrações: Martin Deschambault]: Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.

RESENHA

E enfim chegamos ao final da saga do Mago. Foram mais de 1700 páginas acompanhando a trajetória de Pug, Tomas, Arutha e mais uma dezena de tribos, povos, clãs, mundos e seres! Vai ser difícil assimilar que terminou. Que não haverá um novo volume desta recheada história daqui a dois meses para me envolver.

Mais uma vez a obra tem início com o resumo dos três volumes anteriores, contextualizando novamente o leitor no complexo enredo criado por Feist. Acho extremamente válida esta inserção por que, como já citei nas resenhas anteriores, esta saga não é a história de um ou alguns personagens, não é a trama de um ou alguns mundos. É o enredo de uma infinidade de personagens e mundos. Não me canso em dizer: a saga do Mago é uma saga povoada!

O início é bem tranquilo, passa uma falsa impressão de tranquilidade ao leitor. São situações de um reino às vésperas de uma comemoração. Conversas de família, bate-papos soltos e relacionamentos. Quase faz o leitor esquecer que Arutha corre um sério e eminente risco de vida.

Bom, mas é claro que esta calmaria não dura muito e em breve as coisas começam a acontecer, porque um atentado contra Arutha realmente acontece e não se pode deixar por isso mesmo, não é?

Neste volume vivenciamos uma sequência de magia, viagens insólitas, batalhas, trapaças, descobertas, intriga, desencontros e reencontros. Muitas páginas com diálogos que se tornam verdadeiras aulas da história da trama. Muita coisa é esclarecida, muito do passado vem à tona e explica atitudes e embates. Entendemos rixas e desavenças entre mundos, tribos, reis e povos. Ah! E claro, uma pitada de romance, que não rouba a cena mas permeia as páginas vez ou outra, tal qual como aconteceu nos volumes anteriores.

Não é possível falar de personagens, pelo menos não de todos, mas não é possível também não falar de Guy du Bar Tyra. Personagem já conhecido por nome, mas sem que saibamos muito bem quem é e porquê é citado com tanta reverência e temor. Quer falar de guerra? Então fale de Guy du Bar Tyra.

Já Pug é um caso à parte. Em Mago 4 quase não se vê traços do Pug que conhecemos em Mago 1. É uma transformação incrível, mas ao mesmo tempo sólida e coerente. Feist soube fazer o menino virar um Grande, mas sem mudar sua essência. É de tirar o chapéu!

Quem acompanhou minhas resenhas anteriores, sabe que, para mim, a série foi num crescente de agilidade e fluidez. Começou meio que parado, e foi aumentando o ritmo e a frequência de acontecimentos. Posso dizer que este é o mais ágil de todos, mesmo contendo muitas explicações para fechar todas as lacunas e trazer coerência para diversas situações. As batalhas são intensas, longas, com dezenas de páginas e não dá para fazer pausa. O livro praticamente se lê para o leitor.

Como já era de se esperar, não há o que dizer sobre a edição. A Saída de Emergência não deixa a desejar, nem demonstra fazer às pressas. Sabe a impressão que dá? De que cada editor abre e olha detalhe por detalhe de cada livro publicado antes de lança-lo à venda. Uma reverência à SdeE.

Enfim, gostei do final de toda esta colossal aventura que foi conhecer Pug e “companhia limitada” (ilimitada!). É uma aventura épica digna de louvor e especial. Diria que única. Todos que se interessam por literatura fantástica tem um encontro obrigatório com esta saga. Se você não conhecer Mago, certamente sua aventura fantástica não será completa!

Sobre Nadja Moreno

Blogueira amante de livros. Sempre em busca do mais e melhor, em tudo.

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  • Adriana Macedo da Silva

    Ola Nadja

    Também sou suspeita para falar da serie. Sou apaixonada pelos personagens e enredo. Essa foi a minha primeira experiencia com fantasia epica, e realmente a SdE ta dando um show a parte com seus lançamentos. Amei a sua resenha, já li os tres primeiros, e agora me deu ainda mais vontade de ler este ultimo livro livro.

    Bj
    http://meupassatempoblablabla.blogspot.com.br

  • Julielton Souza

    Devo dizer que não conheço a série, até já li sobre os outros livros, mas lê-los nunca o fiz, tenho interesse devido todos os comentários positivos que pipocam pela rede e por se tratar de literatura fantástica, algo que amo, mas me falta coragem, pois sigo uma unica regra ao ler, jamais abandonar um livro.
    E isso me impede de abandonar um livro ou uma série por mais que desgoste da história, então temo não encontrar toda essa paixão que você Nadja sente com Mago, e acabar lendo por obrigação.