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Resenha | Necrópolis – A Fronteira das Almas de Douglas MCT

Verne Vipero é um rapaz cético que confronta sua descrença ao descobrir a possibilidade de salvar e resgatar a alma do irmão.

Em sua obsessão, ele descobre realidades que se estendem por muito além da nossa, saindo em uma jornada sombria por Necrópolis.

Aliado a um monge renegado, um ladrão velocista, uma mercenária deslumbrante e um homem-pássaro suspeito, Verne viajará por desertos mórbidos, uma cidade de pedra, até os confins do mundo, enfrentando duendes, bárbaros e um perigo sobrenatural.

Em Necrópolis nada é o que parece, e as areias azuis das Terras Mórbidas comprovam isso. Já no início a nossa atenção é fisgada e dirigida para um exorcismo pertencente ao passado, que deixa aquela aura de mistério e suspense irresistível, logo em seguida caímos em Paradizzo, cidade onde vemos Verne e seu irmão. Os acontecimentos aí são bem detalhados, embora apenas um pouco da história se passe ali. Gostei bastante da referência aos ciganos e à magia desse povo.

Mas vamos avançar até Necrópolis, propriamente dita, que é onde a aventura realmente acontece. Lá nas primeiras páginas do livro tem um mapa que, na minha opinião, foi um dos melhores detalhes da obra. Quando a história se passa em um mundo fantasioso, adoro mapas que ajudem a me situar, afora que isso é um desafio a mais para o autor ao movimentar seus personagens, tentar ser coerente com o tempo de viagem e outros pequenos detalhes que fazem a diferença. Douglas MCT não só conseguiu essa façanha, mas em cada canto de Necrópolis deixou ganchos que nos puxam cada vez mais para dentro da história. Outro detalhe positivo que não teve muito destaque foi a inserção dos zumbis, com uma mitologia original que pode dar muito pano para manga nos próximos livros. Só fiquei um pouco decepcionado quando a maioria desses ganchos não foi resolvida, ficando a história com vários pontos sem nó, dando a sensação de que o livro foi impresso sem estar completo.

Isso em parte é birra minha, que não sou muito adepto à séries, pois a história é envolvente o suficiente para dar bem mais que um livro, e isso realmente acontece, então não darei minha nota referente ao conteúdo, pelo menos até ler Necrópolis – A Batalha das Feras (Editora Gutenberg).

A edição do primeiro livro que eu tenho é aquela antiga, de 2010, feita pela editora Draco, e as considerações a seguir são referentes à ela.

Quando adquiri o livro optei por essa edição pois acho a capa muito bonita e chamativa, com um guerreiro de armadura empunhando uma foice. A capa foi impressa em papel cartão e com acabamento fosco, o miolo em papel Pólen Bold, gramatura entre 90g e 115g. Uma boa escolha que deixou o livro um pouco pesado, mas mais resistente e durável. A diagramação não deixou a desejar, simples e com uma letra de tamanho mediano, tornando a leitura rápida e agradável. A revisão deixou passar alguns errinhos, como a falta de um travessão ou um ponto, uma ou duas palavras trocadas, afora isso nada que interfira no entendimento do leitor.

É um livro fabuloso, indicado para aqueles sedentos por uma aventura diferente e instigante, um pouco de romance e muito mistério.

Notas de 0 a 5

necro

Arte da Capa 5

Diagramação Interna e Revisão 5

Facilidade de Leitura 5

Sobre Baltazar de Andrade

Baltazar de Andrade nasceu com outro nome, mas acha Baltazar muito mais bonito. Criado nas imediações de Curitiba, cresceu rodeado pela coleção de livros do pai. Metamorfose - O Inimigo Nas Sombras é seu primeiro livro. Atualmente vive com a esposa e a filha, além de sua própria coleção de livros de estimação e uma gata muito manhosa. Paralelamente a série "Rastro Psíquico" está escrevendo o livro O Vidente de Aparelho Quebrado. Amante inveterado da literatura nacional e criador relapso de idéias fugitivas.

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