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Lançamento: Mundo Palavreado do poeta Ricardo Aleixo

_1810_Livro_Aleixo_01A Editora Peirópolis lançou  no dia 21 de outubro, às 19h30, no Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes, em Belo Horizante – MG, o livro Mundo Palavreado, do poeta e músico Ricardo Aleixo. O lançamento aconteceu durante o Sempre um Papo, que recebeu o autor para integrar o ciclo de debates de Nova Literatura Brasileira.  O livro é o oitavo título da trajetória literária de Aleixo e reúne poemas inéditos e alguns já publicados de diversas fases do artista, compilados com as colaborações de Luciana Tonelli e Francisco Marques Rocha.

A coletânea é voltada ao público jovem, mas agradará a todos os que apreciam uma boa poesia. E assim como em seus outros trabalhos, Aleixo explora um leque de opções que inclui desde poemas visuais até peças mais longas e letras de canções.  Em texto de apresentação da obra, o professor e também poeta Edimilson Pereira explica que “os poemas reunidos em Mundo Palavreado trazem à cena um outro Ricardo Aleixo, ao mesmo tempo similar e diferente do Aleixo vanguardista, adepto das tecnologias da voz e da escrita. Esse outro Aleixo – gestado nas entrelinhas dos debates críticos e das performances provocadoras do autor – preenche o rigor da palavra e da imagem com uma ternura juvenil, não de todo destituída de humor e fina acidez. Vê-se, neste momento, que o poeta maduro segue de mãos dadas com o menino, ambos nutridos pelas perguntas que lançam ao mundo.”

Ricardo Aleixo tem se destacado como um dos mais hábeis e ágeis autores da poesia brasileira contemporânea. Sua habilidade em utilizar os recursos da palavra e do canto, do corpo e do pensamento soma-se à agilidade com que constrói e reconstrói a sua poesia cantofalada.  Para Edimilson, “o Mundo Palavreado é um livro especial para a bibliografia do autor, isto porque ele vem organizando, ao longo das duas últimas décadas, uma obra substancialmente individual, que relaciona suas experimentações estéticas à sua e à nossa vida concreta. Além disso, apresenta a formação de um indivíduo capaz de abordar nos “seus” temas os dilemas de todos nós”, conclui.

Sobre o autor:

Ricardo Aleixo nasceu no dia 14 de setembro de 1960, em Belo Horizonte, onde vive. Publicou os livros Modelos vivos (2010 – finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti 2011), Festim (1992), A roda do mundo (em parceria com Edimilson de Almeida Pereira, 1996 e 2004), Quem faz o quê? (infantil, 1999), Trívio (2001 e 2002), Máquina zero (2004), A aranha Ariadne (infantil, 2004) e a plaquete Céu inteiro (2008). Em solos ou espetáculos e performances da Cia. SeráQuê? e do Combo de Artes Afins Bananeira-ciência, já se apresentou na Argentina (2000 e 2006), na Alemanha (2003 e 2012), em Portugal (2004), na França (2005), na Espanha (2012), nos EUA (2006) e no México (2013). Tem poemas e ensaios publicados em diversos jornais e revistas brasileiros, como Inimigo rumor, Medusa, Oroboro, Suplemento Literário de Minas Gerais, cadernos “Mais!” da Folha de S. Paulo, “Pensar”, do Estado de Minas, e “Pensar”, do Correio Brasiliense, Zunái, Errática, Modo de usar & Co. e outros. Integra diversas antologias, coletâneas e edições especiais de publicações culturais dedicadas à poesia brasileira contemporânea na França, nos EUA, no País de Gales, na Argentina, no México, em Portugal e na Austrália. Desde 2007 concentra suas atividades de criação e pesquisa no LIRA (Laboratório Interartes Ricardo Aleixo). Como artista visual e sonoro, montou a individual Objetos suspeitos (Belo Horizonte, Mariana e Rio de Janeiro, 1999) e participou de diversas mostras coletivas, como Portuñol/ portunhol (Buenos Aires, 2004), Visões espanholas – poéticas brasileiras (Brasília, 2006), Poiesis < Poema entre pixel e programa > (Rio de Janeiro, 2007) e Radiovisual – Em torno de 4’33 – (Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2009), Poética expositiva (Rio de Janeiro, 2011), Gil 70 (Rio de Janeiro e São Paulo, 2012, e Brasília, 2013) e Bola na rede (Brasília, 2013). Foi curador da Bienal Internacional de Poesia de Belo Horizonte (1998), da ZIP/Zona de Invenção Poesia & (2005 e 2006) e do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte/FAN (1995, 2003, 2005/06 e 2011/12). No FAN 2013, assina a Coordenação Geral.

Sobre Cadorno Teles

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