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Entrevista: Roberta Spindler

Olá pessoal, esse mês eu andei garimpando a literatura nacional, só pra trazer os melhores escritores pra um bate papo com a gente.

A primeira entrevistada é uma paraense da gota, 1,67 m de altura, pesando… não nos foi possível divulgar, ao que parece uma ameaça velada ao entrevistador por uma pessoa anônima. Mas deixando isso pra lá recebam com aplausos a digníssima ROBERTAAA SPINDLEEEEEER.

UHUUU! FIIIUUUIIUUU!


“Roberta Spindler nasceu em Belém do Pará, em 1985. Graduada em publicidade, trabalha como editora de vídeos. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica. Publicou nas antologias Psyvamp e Deuses, da Editora Infinitum; Tratado Secreto de Magia – Vol. II e Dias Contados III, da Editora Andross; Meu Amor é um Mito e Super-heróis, da Editora Draco e Angelus e Piratas: Os Senhores das Águas Sombrias, da Editora Literata. É co-autora do livro Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos, da Editora Dracaena.”
 

PD – Papiro  RS – Roberta Spindler

Capa Contos de Meigan

PD- Você escreve desde a adolescência, teve contos publicados e recentemente lançou em parceria com Oriana Comesanha o livro “Contos de Meigan – A Fúria dos Cartágos”, até agora está feliz com sua carreira literária?

RS- Estou muito feliz, sim. Alcancei alguns objetivos esse ano, como publicar contos em antologias interessantes e conseguir certo destaque para Contos de Meigan. Espero crescer ainda mais e colher novos frutos nessa empreitada.

PD- Contos de Meigan fez bastante sucesso, os leitores já o comparam com George R.R. Martin, autor da aclamada série fantástica “Crônicas do Gelo e Fogo”. Você se considera, conforme a opinião de alguns leitores, uma das rainhas do gênero dentro da literatura nacional?

RS- É claro que fico lisonjeada com tamanho elogio, mas não posso me considerar uma das rainha do gênero. Acredito que tenho muito a melhorar e que o próprio livro tem um longo caminho a percorrer para ganhar o destaque necessário para receber este tipo de adjetivo. No entanto, é claro que fico imensamente feliz com a receptividade fantástica dos leitores.

PD- J.R.R. Tolkien escrevia para seu filho, C.S. Lewis para sua afilhada. Tem alguém em especial que você dedique os seus textos?

RS- Dedico as minhas histórias para minha irmã, Paula. Ela sempre esteve ao meu lado, acreditando no potencial de Contos de Meigan e da minha escrita.

PD- Pra você, qual esse potencial?

RS- É dificil definir o potencial de algo. No caso de um livro, depende diretamente da pessoa que o está lendo. Entretanto, posso afirmar que tenho uma grande preocupação com a qualidade do que escrevo, procurando sempre melhorar.

PD- Você se considera influenciada por outros autores?

RS- Qualquer autor tem suas influências, é algo do qual não se pode fugir. No meu caso, tenho grande admiração por J. R. R. Tolkien, Philip Pullman e G. R. R. Martin.

PD- Inventar um mundo não é tarefa fácil, você já teve um bloqueio criativo que te impediu de escrever por um tempo?

RS- Já tive, sim. Quando isso acontece, gosto de ler tudo o que já escrevi do livro, para ter uma noção mais clara de como a trama deve continuar.

PD- Muitos livros já viraram filmes, alguns foram sucessos de bilheteria, outros fazem os autores arrancarem os cabelos de frustração. Você gostaria de ver Contos de Meigan nas telonas? Que tipo de produção você acha que valorizaria mais a obra?

RS- Se um dia Contos de Meigan fosse adaptado para o meio audiovisual, eu ficaria muito feliz. Trabalho nessa área e seria interessante ver o que escrevi ganhando vida e movimento. Quanto ao tipo de produção, acredito que uma adaptação cinematográfica seria uma ótima opção.

PD- Animação ou filmagem?

RS-As duas formas são interessantes e me agradam. Ficaria feliz do mesmo jeito.

PD- O brasileiro não costuma ter o hábito da leitura, dentre outros fatores está a falta de incentivo governamental e o preço elevado das livrarias. Na sua opinião, o problema está na falta de interesse do cidadão ou na exploração que as editoras fazem em cima dos autores?

RS- É um assunto de difícil discussão. Acredito que é mais uma questão cultural, não há um incentivo forte à leitura. Enquanto isto não mudar, o comportamento das pessoas continuará o mesmo.

PD- Muitos autores se inspiram em seus conhecidos, uma cena que presenciaram enquanto estavam sentados na lanchonete, ou até mesmo dentro de um banheiro. O que te inspira? Tem algum personagem seu com qual se identifique?

RS- A inspiração vem de várias formas, seja com filmes, livros, quadrinhos ou momentos do cotidiano. Tudo pode virar uma boa história. Quanto às personagens, gosto muito do Keyth e de seu bom-humor.

PD- Pra quando podemos esperar a continuação de Contos de Meigan?

RS- Provavelmente para o segundo semestre de 2013, estou trabalhando duro para que esse prazo seja cumprido. Fiquem na torcida.

PD- Algum outro projeto futuro?

RS- Além de Contos de Meigan, tenho um projeto de histórias em quadrinhos e mais duas ideias para romances. Também continuo a escrever contos para antologias.

E essa foi Roberta Spindler, se você quiser saber mais sobre a autora e seus trabalhos, ou adquirir um exemplar de Contos de Meigan, pode entrar em contato por:

http://www.facebook.com/roberta.spindler e contosdemeigan@gmail.com

 

Sobre Baltazar de Andrade

Baltazar de Andrade nasceu com outro nome, mas acha Baltazar muito mais bonito. Criado nas imediações de Curitiba, cresceu rodeado pela coleção de livros do pai. Metamorfose - O Inimigo Nas Sombras é seu primeiro livro. Atualmente vive com a esposa e a filha, além de sua própria coleção de livros de estimação e uma gata muito manhosa. Paralelamente a série "Rastro Psíquico" está escrevendo o livro O Vidente de Aparelho Quebrado. Amante inveterado da literatura nacional e criador relapso de idéias fugitivas.